25 de ago. de 2011

Kenjutsu-Aikido: Shihan Christian Tissier

Prática Constante-Iluminação-Caminho

A Necessidade de Constantemente Praticar e assim Realizar o Caminho

Pessoas comuns acreditam que os postos de governo podem ser alcançados através de estudos. Xaquiamuni Buda ensina que na prática está a iluminação. Nunca ouvi falar de alguém que tenha se tornado membro do governo sem estudar adequadamente. Nunca ouvi falar de alguém que tenha alcançado a iluminação sem praticar.

Embora seja verdade que existam diferentes métodos de treinamento — iniciados pela fé ou pela compreensão do Darma, com ênfase na realização súbita ou gradual(10) — sempre é necessário praticar para realizar iluminação.

Mesmo que a profundidade e a velocidade de compreensão das pessoas sejam diferentes, a posição governamental é obtida quando há experiência acumulada. Isso não depende de habilidade especial ou sorte.

Se o posto de um governante pudesse ser adquirido sem estudo de governança, quem iria transmitir o método pelo qual os reis antigos puderam governar com sucesso, tanto em tempos de ordem como em momentos de desordem?

Caso a iluminação pudesse ser adquirida sem treinamento, quem poderia compreender os ensinamentos do Tathagata(11), distinguindo, como Ele fez, a relação entre delusão e iluminação? Compreenda que embora pratique no mundo da delusão, a iluminação já está presente. Então, pela primeira vez, você perceberá que barcos e canoas de discursos retóricos são apenas sonhos passados e será capaz de cortar para sempre sua visão antiga, amarrada às vinhas e serpentes das palavras.

Buda não impõe essa visão a você. Ela aparece naturalmente a partir de sua prática no Caminho — a prática convida à iluminação. Seu tesouro natural não vem do exterior. Uma vez que a iluminação é uma com a prática, a ação iluminada não deixa traços. Portanto, quando olhar novamente a prática com olhos iluminados, nenhuma ilusão atingirá seus olhos. Nuvens brancas por dez milhões de ri encobrem o céu.

(NT – assim como é, é. Os olhos iluminados são a prática diária sem atributos extraordinários)

Quando a iluminação está em harmonia com a prática, você não pode pisar nem mesmo em um grão de poeira. Se o fizer, estará tão distante da iluminação quanto o céu está da terra.

Retorne ao seu Eu verdadeiro e vá além do nível Buda.





Gakudo Yojinshu – Guia para a prática do Caminho, Mestre Dogên Zenji.
http://www.monjacoen.com.br/textos-budistas/textis-tradicionais/107-gakudo-yojinshu-guia-para-a-pratica-do-caminho-

16 de ago. de 2011

Caminho de Buda

"Não crie o sofrimento,
Pratique a virtude.
Seja o senhor da sua mente.
Esse é o Caminho de Buda."

15 de ago. de 2011

Como meditar (por Thich Nhat Hanh)


Estas instruções fazem parte dos ensinamentos do monge budista Thich Nhat Hanh e está no livro “The Miracle of Mindfulness” (e recentemente citado no ElephantJournal):


“A respiração está alinhada com corpo e mente e ela sozinha é a ferramenta que pode uni-los, iluminando e trazendo ambos para a paz e a tranquilidade…

Mantenha sua coluna ereta. Isso é muito importante. O pescoço e a cabeça devem estar alinhados com sua coluna vertebral; eles devem estar eretos mas nem duros nem tensos. Mantenha seus olhos focados um ou dois metros à sua frente. Se você puder, mantenha um leve sorriso.

Agora comece a seguir sua respiração e a relaxar os músculos. Concentre-se em manter sua coluna ereta e seguir sua respiração. Em relação a todo o resto, deixe ir. Deixe absolutamente tudo ir”. (“let go of everything”)





Retirado da comunidade Zen Floripa (via Facebook)




11 de ago. de 2011

Estudos Marciais: Os Princípios do Tai chi


O Taoísmo tem como pressuposto básico a idéia de que a força reside na suavidade e no ato de ceder. No contexto marcial, isso significa que o ato de mudar a direção da força de um ataque (desviar-se) sempre vai derrotar um inimigo que confia somente na força.
Mestre Hung: "Nas situações de luta, há momentos que nossos punhos e pés entram em contato com os do oponente. Entretanto, para resolver essas situações, não se pode usar formas duras, que seriam prejudiciais para ambas as partes. Nessas circunstâncias, o que fazer para nos defender? Um embate direto, caso se usasse bastante força, destruiria a ambos. Por isso é melhor fazer movimentos circulares. Assim, é mais fácil atingir os pontos de energia vital do adversário. Com movimentos circulares, é mais fácil ferir o oponente e, ao mesmo tempo, desviar-se da força dele."
A adesão ou o princípio de "colar" é outro princípio taichi. Depois de desviar o agressor, o adepto do Taichi agarra-se a ele (prática das mãos grudadas). Agarrando o adversário, o ataque fica neutralizado em podem-se aplicar chaves, técnicas de imobilização ou de pressão aos pontos vitais.
Quando o princípio da expulsão é aplicado, o praticante lança o agressor para longe. É nesse ponto que o chi é liberado com força. Tais ações são frequentemente ligadas ao conceito de devolver ou retribuir: o equilíbrio cósmico é restabelecido quando se devolve ao adversário a energia que ele mesmo despendeu no ataque. Essa noção vem da idéia de que, se a força for combatida com a força, a energia será desperdiçada. Quans o ataque é feito com força, a reação mais harmônica consiste em absorver a força que chega e usá-la e prol da defesa. Assim, nenhuma energia se perde no incidente.
Num nível mais elementar, a extrema lentidão do taichi é um exagero deliberado de certos princípios básicos das artes marciais internas: A lentidão, o relaxamento e a regularidade dos movimentos. Quando os movimentos são muito lentos, tem-se bastante tempo para pensar, e adecorrência natural disso são ações corretas executadas com um ar de tranquiidade. Para executar lentamente seus exercícios, o praticante tem que estar relaxado. Assim, em virtude da prática constante , a tranquilidade e o relaxamento instilam-se na mente do aluno. Mais tarde, numa situação de combate, o aluno que adquiriu a técnica de relaxamento durante a prática será capaz de executar as formas rapidamente ao memso tempo que ser ser interior permanece totalmente tranquilo.




Livro: O Caminho do Guerreiro - o paradoxo das artes marciais
Autores: Howard Reid e Michael Croucher
Editora Cultrix

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