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18 de ago. de 2012
Além da Pequena Mente (Dualista)
“Muitos dos problemas podem ser resolvidos dentro da sua atividade mental. Mas esta questão acerca da verdadeira identidade, do verdadeiro si mesmo, da nossa verdadeira natureza, da questão da vida e da morte, não pode ser dissolvida dentro da atividade mental, não pode ser resolvida na psicologia, não pode ser resolvida na ciência, nem na filosofia porque todas essas respostas, nesses métodos, vem do dualismo. Esta questão de vida e morte está além dessa atividade mental.” ~ Saikawa Roshi
Citação e mais informações sobre Saikawa Roshi no Blog da Monja Isshin
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23 de set. de 2010
Mente Grande/Mente Pequena

Para nos ajudar a compreender que não somos aquilo que pensamos, os ensinamentos de Buda fazem uma distinção entre o que é chamado de Grande Mente, ou Mente Natural,e a "mente pequena" ou mente comum e iludida. A mente pequena ou iludida é a mente habitual, barulhenta, imprevisível e constantemente fora de controle. É a nossa mente finita, conceitual, racional, discursiva, pensante. A mente iludida tem muitos impulsos e necessidades, ela deseja muitas coisas. Está quase sempre confusa, atravessa flutuações constantes de ânimo e é muito inquieta. Fica com raiva, deprimida ou hiperativa. Alguns textos tradicionais antigos chamam esta mente pequena de "mente de macaco", e a descrevem como um cavalo selvagem e indomável, ou então como um pequeno macaco simpático mas totalmente caótico, pulando de árvore em árvore, procurando satisfação nos lugares errados. O que se quer dizer com Grande Mente é a natureza essêncial da mente. È isso que chamamos de natureza búdica ou mente natural. Essa é a nossa verdadeira natureza - a consciência pura e ilimitada que reside no coração, e que é parte integrante de todos nós. O Buda a descreveu como imóvel, clara, lúcida, vazia, profunda, simples (descomplicada) e em paz. Na verdade, não é aquilo que chamamos habitualmente de nossa mente. Isto é Rigpa, o cerne da iluminação. È a nossa cota de Nirvana aqui na terra.
O Dzogchen ensina que tudo o que precisamos fazer para nos tornar iluminados é reconhecer e repousar nesse estado mental natural. No zen eles chamam isto de mente original. È a percepção crua, nua, e não algo que aprendemos ou fabricamos. Isto é o Buda interior - a presença perfeita na qual podemos confiar. Despertar esta mente natural, esta natureza búdica, é sobre o que a meditação se ocupa.
Retirado do livro: O Despertar do Buda Interior, autor: Lama Surya Das, editora Rocco
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