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2 de abr. de 2017
28 de mar. de 2017
Budismo: Transmissão de Vasumitra para Buddhanandi.
Transmissão de Vasumitra para Buddhanandi.
Buddhanandi era um especialista em filosofia e dialética. Ao encontrar o mestre Vasumitra, decidiu desafiá-lo:
Buddhanandi: Vim debater com você sobre a natureza da verdade.
Vasumitra: Meu caro amigo, a verdade não tem dois lados; logo, nunca foi e nunca poderá ser debatida. Qualquer coisa que seja debatida, por mais profunda que seja, simplesmente não é a verdade. Tudo o que é declarado sobre a verdade, por mais coerente e correto, permanece apenas no nível da discussão. Sempre há alguma perspectiva, em que qualquer afirmação pode e deve ser debatida. Até mesmo a menor intenção de afirmar ou discutir já encobre o que é real. Nenhuma afirmação verbal, como dizer que "a mente e seus objetos não estão fundamentalmente separados", pode ser a verdade. A afirmação verbal de que "a verdade está além das palavras e dos pensamentos" também não é a verdade. Afirmar que "sujeito e objeto são esquecidos na iluminação", ou expressar que "sujeito e objeto não são esquecidos na iluminação", também não são a verdade.
A afirmação do bodhisattva Manjushri de que "a realidade está muito além da fala" é uma expressão excelente da verdade, mas é não é verdade real. Até mesmo a resposta radical de Vimalakirti, sentado em silêncio trovejante, é uma mera expressão do que é real. Enquanto intervir qualquer senso de definição, ou mesmo um senso de expressar a verdade, o princípio da natureza não-nascida não pode ser esclarecido, e permaneceremos confusos, mesmo que sejamos discípulos de Buddha.
Extinguir o corpo e a mente em uma concentração inquebrantável é uma obstrução severa. Até mesmo o mais alto caminho do rejeitar os dualismos de "delusão" e "iluminação", de evitar as noções de "impureza" e "pureza", é uma venda opaca. Tanto a forma quanto a não-forma adulteram a verdade, assim como a miragem adultera o deserto. Não devemos nem procurar a verdade através das formas douradas de buddhas, nem através da sua brilhante não-forma. Se você afirmar que o samsara é um sonho, ainda sobra alguém sonhando e alguém afirmando. Que engraçado! Mesmo a diferenciação entre "falso" e "verdadeiro" permanece no nível da discussão perene e portanto não é a verdade. Simplesmente seja a verdade! Mas não ache você irá se tornar uma lagoa tranquila ou um céu imaculado!
Subitamente, Buddhanandi realizou a verdade, além das meras expressões.
Fonte: Adaptação de um caso do "Denkoroku" feita pelo extinto site Dharmanet.com.br.
17 de set. de 2016
O apego à ideias
O Buda disse: "Se em algum momento de sua vida você adotar uma ideia ou uma percepção como a verdade absoluta, você fecha a porta de sua mente. Este é o fim da busca da verdade. E não apenas você já não procurará a verdade, mas mesmo se a verdade vier em pessoa e bater à sua porta, você se recusará a abrir.
O apego à visões, o apego à ideias, o apego às percepções são o maior obstáculo para a verdade."
É como quando você sobe uma escada. Quando você chega ao quarto degrau, pode pensar que está no degrau mais alto e que não irá mais alto, de modo que você se segura ao quarto degrau. Mas na verdade há um quinto degrau, e se você quiser chegar a ele, tem que estar disposto a abandonar o quarto degrau.
Ideias e percepções devem ser abandonadas o tempo todo, para dar lugar a ideias melhores e percepções mais verdadeiras. É por isso que devemos sempre nos perguntar: "Estou certo disso?" - Thich Nhath Hanh. The art of power.
(Copiado de DaissenJi Niterói)
Retirado do blog O Pico da Montanha é onde estão os meus pés.
16 de set. de 2016
Como lidar com nossas sombras? - Monja Coen
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1 de jul. de 2016
2 de jun. de 2016
Um com o universo!
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28 de abr. de 2016
Kodo Sawaki Roshi: Eu nada a mais desejo nesta vida...
Eu nada desejo a mais nesta vida.
Não me ajoelho diante de ninguém ao mendigar. Tampouco me apego ao que os outros esperam de mim. Quando tenho o que comer, eu como; quando não há nada para comer, então não como.
Meu ânimo é firme: enquanto a vida me alcançar, viverei, e quando a morte chegar, então morrerei. Neste momento a vida se estende diante de mim até o horizonte, e é tão clara como o céu azul; o que poderia ser mais belo?
Eu não tenho pátria. Em vez disso, onde eu estiver, estarei em casa. Em nenhum lugar eu me sinto como um hóspede. Nos templos para onde sou convidado vivo como se eles fossem o meu próprio. Vivo naturalmente, sem grandes cerimônias. Cada passo que dou, estou em casa.
Em cada passo, se manifesta o universo. Nenhum lugar para ir, nenhum lugar para onde voltar. Não há qualquer lugar onde poderia me esconder, e nenhum lugar me resta para caminhar.
Kōdō Sawaki Roshi (澤木興道, Sawaki Kōdō)
Japão 1880 - 1965
[Tradução Monge Kōmyō]
15 de mar. de 2016
8 de out. de 2015
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11 de ago. de 2015
Atenção Plena - Natureza Original
“Como conduzir o caminho para atingir este objetivo? Eis que a tarefa é difícil! As condições de hoje são tão distanciadas do passado quanto a distância que separa o céu e a terra. Como podemos mesmo nos comparar aos mestres do passado? Porém, aplicando-nos sem medir nosso sofrimento, não há razão para não fazer tão bem e melhor que eles. Se isto não lhe parece evidente, é por que você ainda não clareou seu espírito. Seus pensamentos dispersos galopam como um cavalo selvagem e suas emoções pulam como um macaco de galho em galho. Porém, quando esses fogosos e dispersos pensamentos recuam e retornam sobre si mesmos, em apenas um instante, nossa natureza original aparece automaticamente e todas as coisas ficam iguais e em harmonia. É desta forma que giramos as coisas no lugar de sermos girados por elas. “
Mestre Dôgen Zenji
21 de jul. de 2015
8 de jun. de 2015
26 de mai. de 2015
Meditação
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14 de mai. de 2015
Poema do Zazen (Kodo Sawaki Roshi)
Poema do Zazen
por Kodo Sawaki Roshi
Fazendo zazen calmamente no dojo
Colocando de lado todos os pensamentos negativos
Obtendo nada além de uma mente sem desejos
Esta alegria está além do paraíso
O mundo corre atrás de fama e honra
Roupas bonitas e conforto
Mas estes prazeres não são a verdadeira paz
Você corre e permanece insatisfeito até a morte
Vista o kesa e o quimono preto e pratique o zazen
Concentre-se com determinação,
Quer esteja quieto ou em movimento
Veja com seus olhos a profunda sabedoria interior
Observe e conheça intimamente
O verdadeiro aspecto de toda ação e de toda a existência
Seja capaz de observar o equilíbrio
Compreenda e conheça com uma mente que está totalmente calma
Se você é assim
Sua dimensão espiritual,
A mais elevada no mundo,
Estará além de qualquer comparação.
*Postagem retidada do Facebook da Comunidade Zen Budista de Florianópolis
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20 de abr. de 2015
Destruir o jogo do ego
"O primeiro ponto em destruir o jogo do ego é a rigorosa disciplina de sentar-se na prática da meditação. Nenhuma especulação intelectual, sem filosofar. Basta sentar-se e fazê-la."
Chogyam Trungpa
*Frase retirada do Facebook de Budismo Engajado
12 de mar. de 2015
Apenas Sentar
Uma prática simples, fácil e que pode ajudá-lo a encontrar uma pausa, um silêncio dentro de si. Publicado em 01/01/2014 na Revista Vida Simples Edição 140
É uma prática muito simples, basta sentar em silêncio e se posicionar como quiser. É comum que o corpo, ao ficar parado, sinta-se desconfortável e tenha que trocar de posição.
A mente acorda quando sentamos com a coluna bem ereta. Ainda assim, é provável que haja letargia e desinteresse alternado por energia e pensamentos intensos. A própria motivação da prática pode alternar entre interesse e desconexão.
Fundador do zen, Eihei Dogen, mestre budista japonês do século 13, é quem deu essa instrução de meditação de simplicidade extrema: “apenas sentar”. O corpo flutua, a mente flutua, a energia flutua, a motivação também flutua. Haverá algum momento em que, ao persistir no treinamento, surgirá a estabilidade?
“Apenas sentar, essa é a prática fácil de um Buda, pratique o pensar além de pensar e não pensar” – segue a instrução do mestre Dogen reunida no texto sagrado Fukanzazengi, o guia de meditação dos Budas. Não parece fácil. Então qual é, afinal, o verdadeiro segredo dessas palavras?
Corpo ereto, sereno. Atenção na respiração. O ar entra, o ar sai… A consciência focada nesse movimento infindável e monótono. O ar que entra e sai é o movimento incessante do Universo, sem origem e sem fim. O ponto central da prática é que há algo estável, imóvel, vivo, mesmo dentro desse movimento infindável do mundo. Veja! Sentados, exercitamos a familiaridade com a estabilidade que não se perturba com o que flui dentro ou fora. Não é preciso parar o movimento, a natural presença serena não é perturbada. É uma presença translúcida, não perturbável.
“Minha mente e energia flutuam constantemente durante a prática, o que fazer?”, perguntou ao mestre o aluno experiente. “Não se preocupe, é assim comigo também”, respondeu seu mestre Tokuda San. A estabilidade não é afetada pela flutuação. Os mestres não enrijecem ou se afastam, mas flutuam em uma dança lúcida e serena em meio ao mundo.
Apenas sentar, ereto. Veja: o mundo flutua, você está sereno. Assim é a prática. Agora abra os olhos e caminhe suavemente dentro de um shopping, lúcido, com um leve sorriso. Em casa, lave a louça da pia, ponha tudo em ordem, com um sorriso. Com a mente focada, estude o que precisa estudar, com um sorriso.
Os seres ao redor iluminarão seu rosto e sua vida com compaixão e amor pelo que de profundo você encontrar neles. Tudo começa com uma prática muito simples: basta sentar ereto em silêncio. Pronto.
*Padma Samten é lama budista. Fundou e dirige o CEBB – Centro de Estudos Budistas Bodisatva.
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22 de jan. de 2015
16 de nov. de 2013
A prática do Zen não é fácil...
A prática do Zen é o Zazen.
Olhar para a parede, olhar para si mesmo.
É uma prática árdua, seca.
Sem músicas, sem induções, sem histórias, sem imagens, sem nada.
Apenas o nada.
Você com você.
A mente com a mente.
E tudo o que você precisa ver sua mente lhe mostrará."
(Roshi Coen )
(Roshi Coen )
5 de nov. de 2013
12 de set. de 2013
“As montanhas e os rios, a terra e o céu; tudo nos estimula a alcançar a iluminação.” - Mestre Dogen Zenji
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