Mostrando postagens com marcador artes marciais. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador artes marciais. Mostrar todas as postagens

13 de mar. de 2016

"O alto valor da habilidade e da qualidade da arte só pode ser obtido elevando-se acima da dualidade da competição." Jigoro Kano






Sensei Jigoro Kano, o fundador do Judô e também um dos mais conhecidos/reconhecidos budokas que já existiu, nesta frase, explica sobre a transcendência da dualidade em unidade. A Arte Marcial só começar a ser entendida quando conseguimos ir além da Guerra da dualidade e encontrarmos a unidade deste caminho...

Postagem retirada do blog: Guerreiro Interno 


21 de set. de 2015

O Budô verdadeiro - Agarrar o momento!



























Esta é a história da briga do operário com um lutador. O lutador aplicou-lhe uma gravata. Por essa técnica (waza), num combate esportivo oficial, o operário teria sido vencido. Na realidade da vida, porém, o operário agarrou e torceu os testículos do lutador, que urrou de dor. E, no mesmo instante, conquistou a supremacia do combate. Em conclusão, podemos dizer que, no terreno esportivo, a técnica (waza) e a energia (ki) são muito importantes, ao passo que, no verdadeiro Budô, a arte marcial para a defesa pessoal e a ação passiva do "agarrar' (agarrar o momento) são os elementos essenciais.



13 de ago. de 2015

O “Sermão silencioso da Lareira”

Um discípulo de um grande e conceituado dojô de artes marciais, sem nenhum aviso deixou de participar dos treinamentos.

Após algumas semanas, o Sensei daquele dojô decidiu visitá-lo.

Era uma noite muito fria.
O Sensei encontrou o homem em casa sozinho, sentado diante da lareira, onde ardia um fogo brilhante e acolhedor.
Adivinhando a razão da visita, o aluno deu as boas-vindas ao mestre, conduziu-o a uma cadeira perto da lareira e ficou quieto, esperando.

Então, o velho mestre acomodou-se confortavelmente no local indicado, mas não disse nada. No silêncio sério que se formara, apenas contemplava a dança das chamas em torno das tochas de lenha, que ardiam.

Ao cabo de alguns minutos, o Sensei examinou as brasas que se formaram. Cuidadosamente selecionou uma delas, a mais incandescente de todas, empurrando-a para o lado. Voltou então a sentar-se, permanecendo silencioso e imóvel.
O anfitrião prestava atenção a tudo, fascinado e quieto.

Aos poucos a chama da brasa solitária diminuía, até que houve um brilho momentâneo e seu fogo apagou-se de vez.
Em pouco tempo o que antes era uma festa de calor e luz, agora não passava de um negro, frio e morto pedaço de carvão recoberto de uma espessa camada de fuligem acinzentada.

Nenhuma palavra tinha sido dita desde o protocolar cumprimento inicial entre os dois amigos.
O mestre, antes de se preparar para sair, manipulou novamente o carvão frio e inútil, colocando-o de volta no meio do fogo. Quase que imediatamente ele tornou a incandescer, alimentado pela luz e calor dos carvões ardentes em torno dele.

Quando o mestre alcançou a porta para partir, seu aluno disse:
-Obrigado. Por sua visita e pelo belíssimo sermão. Estou voltando aos treinamentos e a convívio do grupo.


Reflexão :
Aos membros vale lembrar que eles fazem parte da chama e que longe do grupo eles perdem todo o brilho.

Aos mestres vale lembrar que eles são responsáveis por manter acesa a chama de cada um e por promover a união entre todos os membros, para que o fogo seja realmente forte, eficaz e duradouro.


_/\_ Gasshô!

17 de mai. de 2015

O Aikido é efetivo???


Desde que comecei no Aikido escuto comentários sobre a efetividade da nossa arte em combates, em geral vindos de “artistas marciais” para os quais as competições estão no âmago de suas práticas. O Aikido, apesar de ser cronologicamente uma arte nova, criada por volta da época da Segunda Guerra Mundial, carrega consigo a herança de uma história marcial muito antiga que remonta aos samurais. Trata-se, portanto, de técnicas que vem sendo usadas há centenas de anos.

Para os descrentes do Aikido, digo que atualmente o ensino desta arte está presente em muitas corporações militares como polícias e exércitos em todo o mundo, e que se não fosse uma arte efetiva marcialmente contra agressões provavelmente não seria escolhida por estas instituições em seu currículo de treinamento.
Diferentemente das artes marciais de “ringue”, o Aikido se propõe a controlar uma agressão; desta forma, nosso treino não está voltado para competições e justamente por isso cria-se uma certa repulsa, principalmente nos indivíduos em que a mente somente está voltada para o conflito e para a briga. No Aikido estamos em busca de um espírito de harmonia com todos e isso deve estar presente em nosso treinamento, mas buscando sempre um espírito forte e preparado para qualquer situação que se apresente. 
Para mim, pensar no Aikido somente no campo da efetividade marcial é uma estreiteza mental, e até um insulto ao fundador de nossa arte, O-Sensei Morihei Ueshiba - mas isso envolve uma discussão filosófica muito abrangente, que não cabe aqui. Oriento a todos a experimentarem e treinarem por um tempo o Aikido antes de dar opiniões sobre o que não conhecem.
Na paz, no caminho.
Felippe Sabanai 

9 de abr. de 2015

Aikido - Disciplina é liberdade


O Aikido é disciplina e pode ser uma ferramenta para nos treinar adequadamente para estarmos à altura dos deveres que nos sejam impostos ou que nós mesmos nos imponhamos. 
O Dojo é uma Escola, mas pode ser encarado como um laboratório onde suas experiências irão fazer você aprender muito sobre você mesmo. A dinâmica dos estudos do Aikido necessita de disciplina, regularidade e determinação, mas principalmente precisa de alguém que se dispõe a assumir esta postura com entusiasmo e não por obrigação. Todo treinamento sério é difícil, mas seus resultados nos trazem uma sensação de recompensa indescritível. O artista, o cientista e o atleta bem treinado comemoram seus desempenhos e obras, embora saibam que devem continuar dependendo cuidados e concentração em cada detalhe do seu trabalho. Se a necessidade de disciplina pode ser obedecida por qualquer tipo de profissional, é muito mais urgente e necessária para o praticante de Aikido. O aikidoka não deve se esforçar apenas para adquirir a técnica, mas também ser capaz de interiorizar a disciplina que o levou a adquirir este conhecimento. Este objetivo se posiciona acima da simples capacidade de aprender a defesa pessoal ou de conquistar graduações. Todos nós precisamos de uma visão clara, uma definição cristalina de objetivos, mas principalmente a constância para poder alcança-los. A pratica do Aikido pode ser encarado como um exercício que complementa e fortalece a sua disciplina, onde você identifica prioridades e reforça o conceito de que você é dono do seu tempo e o arquiteto da sua rotina.

Postagem retirada do Facebook de Aikipro

LinkWithin

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...