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20 de ago. de 2012

Conto: O Samurai e o Lago

Um samurai depois de ser sido derrotado numa importante prova de habilidades, vagou sem rumo com os pensamentos confusos, enfurecido, sem querer aceitar a derrota. Parou em um lago que encontrou no seu caminho e lançou violentamente uma pedra contra as suas águas, que se agitaram violentamente. O samurai ainda com raiva e ressentido, percebeu algo e refletiu: 
- “Mesmo ofendido e perturbado com a pedra que atirei, em instantes o lago se recompôs, retornando a tranquilidade inicial."

O samurai concluiu que mesmo que lançasse todas as pedras da redondeza, pequenas ou grandes, o lago sempre retornaria à sua natural tranquilidade, como se nunca tivesse sido atingido por nada.

Ao refletir sobre isso o homem evocou "Mizu no kami"(O Espírito das Águas):

- “Espírito das Águas, por que quando meu coração é ferido ficam cicatrizes e este lago, em instantes apaga todos os vestígios da agressão sofrida”?

Respondeu o “Espírito das Águas”:

- “O Lago faz com que a pedra se perca na sua grandeza e profundidade, logo, é como ser atingido por nada. O lago conserva consigo o silêncio, e não as queixas. Eis o segredo de sua serenidade”.

O Samurai curvou respeitosamente em gratidão para o lago e declarou ao “Espírito das águas”:

- “Hoje aprendi um grande ensinamento com as águas silenciosas de um lago”!

20 de set. de 2011

"Com-centração"


Seria bom que cada um de nós próprios nos indagassemos como está a sua luta interior frente a tantas mortes cotidianas, ou frente as escolhas da vida. As respostas seriam variadas e interessantes: com medo, com ansiedade, com alegria ou tristeza, com prazer ou sem prazer, com coragem ou não, e outras tantas "pistas" sumamente importantes. A mente sobrecarregada pela autocobrança de bons resultados. Viver tudo isso com uma dose sem fim de amor, permite dedicação e dá plenitude de vida que se expressa o tempo todo no aqui e no agora, tão somente e nada mais, tudo incrivelmente simples. Procurar o nosso equilíbrio, a nossa segurança pessoal, é o mesmo que procurar o nosso eixo, o nosso centro, a nascente da nossa energia e do fluxo contínuo, ou seja o Dô.


Trecho do livro "Caminho do Guerreiro" da autora: Vera Lucia Sugai

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