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26 de mai. de 2016

Já abraçou seu demônio hoje?

"Não há despertar de consciências sem dor. As pessoas farão de tudo, chegando aos limites do absurdo para evitar enfrentar a sua própria alma. Ninguém se torna iluminado por imaginar figuras de luz, mas sim por tornar consciente a escuridão. Até mesmo uma vida feliz não pode existir sem uma medida de escuridão, e a palavra “feliz” perderia seu significado se não fosse equilibrada pela “tristeza". É muito melhor aceitar as coisas como elas vêm, com a paciência e equanimidade."  (Carl Jung)




* Retirado do Facebook da grupo Anarquismo - Liberdade

26 de jul. de 2015

23 de jul. de 2015

A mente é a fonte de nosso sofrimento e nossa felicidade

"A mente é a fonte de nosso sofrimento e nossa felicidade. Pode ser usada positivamente para criar benefícios ou negativamente para fazer o mal. Embora a natureza fundamental de todos os seres seja a pureza sem começo e sem fim - o que chamamos de natureza búdica, nós não a reconhecemos. Por outro lado, somos controlados por caprichos da mente comum que nos leva para cima e para baixo, de um lado para o outro, produzindo pensamentos bons e maus, prazerosos e dolorosos. Enquanto isso, nós plantamos sementes com cada pensamento, palavra e ação. Assim como a semente de uma planta venenosa produz frutos venenosos, e o de uma planta medicinal, frutos que curam, as ações prejudiciais causam sofrimento e ações benéficas alegria." 

                                                                             Chagdud Rinpoche


*Retirado do Facebook de Budismo Passo Fundo

4 de out. de 2012

Onde situar a mente (parte 3 - final) - Takuan Soho


“ Não importa onde a situes: se a situares nu só lugar, o restante do corpo perderá a capacidade de ação.”

“Então, onde situar a mente?”

Eu respondi: “ Se não a situares em lugar nenhum, ela irá a todas as partes do seu corpo e o preencherá inteiramente. Dessa maneira,penetrando na sua mão, ela realizará a função da mão. Penetrando no pé , ela realizará função do pé. Penetrando no olho ela realizará a função do olho.

“Se tu te decidires por um lugar e lá situares a mente, ela será capturada por esse lugar e perderá sua função. Se a pessoa pensar, ela será capturada por seus pensamentos.

“Portanto, deixa de lado os pensamentos e a discriminação, lança a mente para fora do corpo inteiro e não a fixes nem aqui nem lá; então, quando ela visitar os vários lugares, ela realizará a função própria e agirá sem erro.”

Situar a mente num só lugar é cair na parcialidade. Parcialidade é a preferência por um determinado lugar. A retidão está no movimento que atinge qualquer lugar. A Mente Correta se manifesta quando a mente preenche o corpo inteiro. Ela não prefere um lugar a outro.

Quando a mente prefere um determinado lugar e tem aversão por outro, ela é chamada mente parcial. A parcialidade é abominável. Ser detido por qualquer coisa – o que quer que seja – é cair na parcialidade, e é algo abominado por todos aqueles que trilham o Caminho.

O esforço de não fixar a mente em um único lugar eis a disciplina. Não fixar a mente em um único lugar é o objeto e a essência. Não a situando em lugar nenhum, ela está em todo lugar.


Trechos do Livro: A Mente Liberta, de Takuan Soho, Editora Cultrix

31 de jan. de 2012

Mente: Uma questão de treino


Os mestres da meditação budista sabem o quão flexível e maleável é a mente. Se a treinamos, tudo é possível. Na verdade, já somos perfeitamente treinados pelo samsara e para ele: treinados para ficar ciumentos, treinados para o apego, treinados para ser ansiosos e tristes e desesperados e ávidos, treinados para reagir com raiva ao que quer que nos provoque.

Somos treinados, de fato, até o ponto dessas emoções negativas surgirem de modo espontâneo, sem que tentemos produzi-las. Assim, tudo é uma questão de treino e do poder do hábito. Dedique a mente à confusão e logo veremos -- se formos honestos -- que ela se tornará uma mestra sinistra na confusão, competente no seu vício, sutil e perversamente dócil em sua escravidão.

Dedique a mente na meditação à tarefa de libertá-la da ilusão e veremos que com tempo, paciência, disciplina e o treinamento adequado, ela começará a desembaraçar-se e a conhecer sua bem-aventurança e claridade essenciais.

Sogyal Rinpoche

"O Livro Tibetano do Viver e do Morrer"

14 de jan. de 2012

O ZEN


A língua é o órgão menos adequado para expressar o significado do Zen. A barriga talvez seja mais apropriada. Alguns povos orientais, quando visitados pela primeira vez por um grupo de cientistas dos E.U.A. e sabendo que os norte-americanos pensavam com a cabeça, puseram-se logo a achar que eles eram loucos. E se explicaram: "É que nós, orientais, pensamos com o abdômen". As pessoas na China e no Japão, quando notam que alguém está com algum problema difícil, costumam dizer: "Pergunte à sua barriga, ela sabe a resposta".

Zen não escapa desta regra. Tentar compreender o Zen-Budismo intelectualmente é perder para sempre o seu significado. O intelecto serve a vários propósitos na vida diária, não há dúvida de que se trata de uma coisa utilíssima. Mas não resolve o problema crucial com que todos nós, cedo ou tarde, esbarramos em nossas vidas: o problema da vida e da morte, que diz respeito ao verdadeiro sentido da vida. Quem sou eu? Onde estão meu principio e fim no tempo e no espaço? Onde estava eu antes que meus pais nascerem? Para onde que vou depois que morrer?

Quando enfrentamos esse problema, o intelecto precisa confessar sua incapacidade de lidar com ele. O beco sem saída a que somos conduzidos não pode ser ultrapassado por uma manobra intelectual ou por um artifício da lógica. É necessária a totalidade do nosso ser. E é neste momento que o Zen surge como uma possibilidade, um caminho em direção á resposta do problema.

Portanto, tentar conhecer o Buddhismo Zen com o objetivo de ampliar nossa cultura geral é uma tolice semelhante a pedir a alguém que beba água em nosso lugar e esperar que a sede passe: o que nos descrevam o gosto de uma fruta ou a temperatura da água. Tudo isso depende da experiência pessoal, direta.

O Zen-Buddhismo é místico? Essa pergunta é muito frequente, quando as pessoas ouvem falar do assunto pela primeira vez. O Misticismo é um ponto crucial, que faz com que os ocidentais falhem todas as vezes que tentam compreender a mente oriental. Por que o misticismo desafia a analise lógica, e esta é a característica fundamental do pensamento ocidental. O conceito ocidental de místico está sempre ligado ao fantástico, ao irracional, ao oculto. No oriente, misticismo não se refere a nada que não possa ser trazido para dentro da compreensão intelectual. Portanto, o Zen-Buddhismo é místico na medida em que o Sol brilha todas as manhãs, a lua surge todas as noites, e as flores deixam seu perfume na manga da nossa camisa, quando as tocamos de perto. Se isso é misticismo, então o Zen-Buddhismo é profundamente místico.

O Zen-Buddhismo é um sistema filosófico, intelectual? Não. O Zen-Buddhismo não é fundado na lógica ou na análise, é o contrário da lógica e do modo dualístico(bom, mau - bonito, feio - vida, morte...) de pensar. Não existem no Zen, livros sagrados, dogmas ou quaisquer fórmulas através das quais se possa chegar ao seu significado. E o que o Zen-Buddhismo ensina? Nada. O Zen aponta o caminho, o resto é por nossa conta.

Zen é caótico, uma virtual negação de tudo, pelo menos se o virmos com a ótica racionalista da mente ocidental. Mas, por trás desta sucessão de negativas, o Zen-Buddhismo sustenta algo absolutamente positivo e eternamente afirmativo. Zen-Buddhismo é um estilo de vida e se propõe, por métodos práticos e diretos, a disciplinar a mente por si mesma, fazendo-a mergulhar em sua própria natureza. É um exercício que consiste em abrir o olho mental dos seus praticantes para que eles despertem do sono profundo da ignorância e vejam de perto a própria razão da existência. Só assim poderão contemplar o grande mistério que é representado diariamente.

O que é Mente? É a verdadeira natureza de todos os seres, aquilo que existia antes que nossos pais tivessem nascido e antes do nosso próprio nascimento e que existe agora, imutável e eterna. Quando nascemos ela não é criada, e quando morremos ela não é destruída. Não tem nenhum tipo de distinção, nenhuma conotação de bom ou ruim. Não pode ser comparada a nada, e a chamamos Natureza de Buda. Muitos pensamentos surgem dela, como as ondas do oceano e as imagens num espelho. Quem deseja conhecer a própria mente deve, antes de tudo, olhar a própria fonte da qual surgem os pensamentos. O que é chamado Zazen não é mais do que olhar a natureza da mente. Aquele que conhece a própria mente é um Buda e livra-se para sempre dos sofrimentos que surgem da ignorância.

Extraido de:
Este ensaio sobre o Zen-Buddhismo, com final do jornalista Marco Antônio Lacerda é baseado em 3 Obras sobre o assunto:
"Zen Buddhism and Psychoanalysis,
Essays in Zen Buddhism e Misticism;
Christian and Buddhist"
todos de autoria de D.T. Suzuki

10 de jan. de 2012

Mergulho em si mesmo (Mahatma Gandhi)


Temos medo de estarmos conosco, mergulharmos em nosso interior. O silêncio e sua prática nos leva a esta possibilidade de encontro profundo e revitalizador. Com o silêncio, encontramos a paz e o amor incondicional

Vem com toda a força transformadora. "O amor é a força mais sutil do mundo.O mundo está farto de ódio". É é este ódio irracional e distante da força criadora que destrói,corrompe e ensurdece a humanidade.

Pare! Recomece! Reprograme-se... O silêncio pode ser o ponto chave desta nova caminhada. Pratique-o diariamente e transforme um pouco nosso mundo. Ouça-se.

"Temos de nos tornar a mudança que queremos ver no mundo. Você tem que ser o espelho da mudança que está propondo. Se eu quero mudar o mundo, tenho que começar por mim."

Pratique diariamente o silêncio da paz. Respire profundamente algumas vezes. Inspire e sopre lentamente até ir relaxando e mergulhando dentro de si mesmo. Feche os olhos e silencie seus medos, preocupações e ansiedades diárias, por alguns momentos. Dê a chance à sua paz e a paz do mundo.

"Faça a sua parte, se doe sem medo. O que importa mesmo é o que você é...

Mesmo que outras pessoas não se importem. Atitudes simples podem melhorar sua vida."

Você nunca sabe que resultados virão da sua ação. Mas se você não fizer nada,não existirão resultados. Espalhe esta ideia.

Transforme o mundo, a partir de você.

"Seja a mudança que você deseja para o mundo".

21 de dez. de 2011

Zazen


"Quando fazemos zazen, temos uma preciosa oportunidade para ficar de frente para nós mesmos, para enxergar a natureza do falso pensamento que cria a ilusão de um eu separado." (Charlotte Joko Beck)

16 de ago. de 2011

Caminho de Buda

"Não crie o sofrimento,
Pratique a virtude.
Seja o senhor da sua mente.
Esse é o Caminho de Buda."

20 de fev. de 2011


Tudo é, portanto criado, controlado e regido pela mente. Assim como o carro segue o boi que o puxa, o sofrimento segue a mente que se cerca de maus pensamentos e de paixões mundanas.

30 de dez. de 2010

Não Fixar a Mente


O esforço de não fixar a mente num único lugar - eis a disciplina.
Supõe que a mente se mova pelo corpo inteiro. Quando a mão é chamada a ação, deve usar a mente que esta na mão. Quando o pé é requisitado, deve-se usar a mente que está no pé. Mas supõe-se que determines um único lugar onde situá-la, quando tentares tirá-la desse lugar, ela permanecerá ali.Ela não terá função.
Não a situando em lugar nenhum, ela está em todo lugar. Mesmo movendo a mente fora do corpo, enviando-a uma determinada direção, ela estará ausente das outras nove. Quando não se restringe a uma direção única, está presente nas dez.
A Mente Reta é a mente que não permanece em um lugar determinado, é a mente que se estende por todo o corpo e por todo o ser.
A Mente Confusa é aquela que, pensando em alguma coisa, congela-se num únco lugar.
A mente que enrijece e se fixa num determinado lugar não funciona livremente!.

Fragmentos do livro: A Mente liberta, autor: Takuan Soho

18 de out. de 2010

Concentração (conto zen)



Após ganhar vários torneios de Arco e Flecha, o jovem e arrogante campeão resolveu desafiar um mestre Zen que era renomado pela sua capacidade como arqueiro.
O jovem demonstrou grande proficiência técnica quando ele acertou em um distante alvo na mosca na primeira flecha lançada, e ainda foi capaz de dividi-la em dois com seu segundo tiro.
"Sim!", ele exclamou para o velho arqueiro, "Veja se pode fazer isso!"
Imperturbável, o mestre não preparou seu arco, mas em vez disso fez sinal para o jovem arqueiro segui-lo para a montanha acima. Curioso sobre o que o velho estava tramando, o campeão seguiu-o para o alto até que eles alcançaram um profundo abismo atravessado por uma frágil e pouco firme tábua de madeira. Calmamente caminhando sobre a insegura e certamente perigosa ponte, o velho mestre tomou uma larga árvore longínqua como alvo, esticou seu arco, e acertou um claro e direto tiro.
"Agora é sua vez," ele disse enquanto ele suavemente voltava para solo seguro.
Olhando com terror para dentro do abismo negro e aparentemente sem fim, o jovem não
pôde forçar a si mesmo caminhar pela prancha, muito menos acertar um alvo de lá.
"Você tem muita perícia com seu arco," o mestre disse, percebendo a dificuldade de seu desafiante, "mas você tem pouco equilíbrio com a mente que deve nos deixar relaxados para mirar o alvo."

15 de set. de 2010

Deter sua mente...



"Deter sua mente não quer dizer parar as atividades da mente.
Quer dizer que sua mente impregna todo o seu corpo. Com essa mente plena você forma o mudra com as mão."

Shunryu Suzuki

9 de set. de 2010

Palavras do O-Sensei Morihei Ueshiba

Para descobrir a verdade e atingir o poder supremo do universo, há três formas de treinamentoque devem ser empreendidas simultaneamente. Você precisa disciplinar a mente a fim de harmonizar-se com o movimento do universo, precisa exercitar o corpo a fim de harmonizar-se com o movimento do universo, e precisa treinar o ki, o poder de espírito que unifica a mente e o corpo, a fim de harmonizar-se com o movimento do universo.

31 de ago. de 2010

Mantra


A tradução da palavra mantra é literalmente “algo onde se pode apoiar a mente”, “suporte para a mente” ou “instrumento para a mente”. Portanto, os mantras, ajudam a estabilizar a mente , concentrar e libertar a mente. A sua pratica faz que tenhamos estados mentais construtivos , reforça o treinamento mental , aumenta a inteligencia básica, a atenção, a concentração e o nívelde percepção.
Existem diferentes tipos de mantras: mantras de cura, de sabedoria, de compaixão, de percepção, de purificação, mantras coléricos (para remover obstáculos) e mantras da paz.
Às vezes ouvimos mantras de uma sílaba, como o “Om” ou “Ah”. Esses são chamados mantras de sílaba semente. Como a semente de uma linda planta, as sílabas únicas carregam dentro de si os ensinamentos , mistérios , sabedoria e realizações do fruto final ou da flor da iluminação desperta.

“Os antigos mahasanghikas tinham em seu cânone uma coleção especial de fórmulas mântricas chamada Dharani Pitaka ou Vidyadhara Pitaka. Os dharanis eram meios de fixar a mente sobre uma idéia ou pensamento, uma visão ou experiência obtida na meditação. Estes podem representar a quintessência de um ensinamento, assim como a experiência de determinados estados de consciência, que desta forma podem ser relembrados ou recriados deliberadamente a qualquer momento. Por isso também são chamados de suportes, receptáculos ou berços da sabedoria (sânsc. vidyadhara). Não são funcionalmente diferentes dos mantras, mas em certo grau nas suas formas, já que podem atingir uma extensão considerável e algumas vezes representam a combinação de vários mantras ou sílabas sementes (sânsc. bija-mantra), ou a quintessência de um texto sagrado. Eles eram tanto um produto quanto meio de meditação: "Através da meditação profunda (sânsc. samadhi), adquire-se uma verdade; através do dharani, ela é fixada e retida na memória". [...] Nos textos páli mais antigos [da tradição Theravada], encontramos mantras de proteção ou parittas para afastar perigos, doenças, cobras, espíritos, influências nefastas e outras, assim como criar condições benéficas como saúde, felicidade, paz, um renascimento feliz, riqueza e assim por diante.”
(Lama Anagarika Govinda, Foundations of Tibetan Mysticism)

“Um mantra não é nem uma "palavra mágica" nem um "encantamento". é um instrumento da representação e concentração mentais e por isso um recurso do poder mental (mas não de forças sobrenaturais). A raiz man significa "pensar", enquanto o sufixo tra exprime um instrumento, um recurso de acionamento. O efeito do mantra não depende, por conseguinte, de sua entonação — este é outro mal-entendido amplamente divulgado —, mas sim da atitude mental, das associações conscientes e inconscientes que são criadas através da intuição e dos exercícios a ela ligados. “
(Lama Anagarika Govinda, Reflexões Budistas)

“A relação entre a fala, a respiração e o mantra pode ser melhor demonstrada através do método pelo qual o mantra funciona. [...] Através da pronunciação repetida, pode-se obter controle sobre uma determinada forma de energia. A energia do indivíduo está fortemente ligada à energia externa, e uma pode influenciar a outra. [...] É possível influenciar a energia externa, efetuando os assim chamados "milagres". Tal atividade é realmente o resultado de se ter controle sobre a própria energia, através do qual se obtém a capacidade de comando sobre fenômenos externos”.
(Chögyal Namkhai Norbu, Dzogchen)

9 de ago. de 2010

Palavras do Buda


Não fazer o mal,
Agir com habilidade
E purificar a mente:
Eis o que ensinam os Budas.

(Dhammapada verso 183)

3 de ago. de 2010

Mente de Principiante


"Há muitas possibilidades na mente do principiante, mas poucas na do perito." Shunryu Suzuki

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