27 de out de 2012

A vida se revela a cada passo


“A vida se revela a cada passo, se assumirmos que é assim não precisamos desanimar, basta dar um novo passo e mesmo as coisas que pareciam negativas podem se revelar novas oportunidades e caminhos inesperados. Seguir caminhando é a essência da vida.”
Monge Genshô

20 de out de 2012

Kaisha Kenpô e Suhada Kenpô


As transições na forma de combate, bem como a mudança de uma era extremamente conturbada para uma relativa de paz, refletiu na esgrima japonesa.

Classificadas como kaisha kenpô, as primeiras técnicas desenvolvidas eram voltadas especificamente para o combate utilizando armaduras.

Dentre algumas de suas características, é possível citar o uso:

- de golpes que visam locais pouco protegidos pelas armaduras, para infligir maior dano;
- da armadura como escudo;
- de estocadas de baixo para cima para empalar o oponente;
- técnicas específicas de projeção (arremesso;
- da armadura do oponente para derrubá-lo.

Com a chegada da paz, Lutas com armaduras passaram a ser cada vez mais raras e as técnicas de esgrima sofreram alterações de forma que fossem mais eficazes contra oponentes sem armadura.

Com isso o Kaisha kenpô deu lugar ao chamado Suhada Kenpô, ou seja, esgrima sem armaduras. A maioria dos estilos remanescentes de esgrima japonesa são estios de Suhada Kenpô, embora váris estilos ainda mantenham técnicas de Kaisha Kenpô.


Referência bibliográfica:
Livro: Peregrinos do Sol,A arte da espada samurai. Autor: Luiz Kobayashi. Editora Estação liberdade

9 de out de 2012

Photo: O-Sensei Morihei Ueshiba


Quando o oponente assume jodan,
eu também me torno jodan,
e calmamente deslizo através
dos cortes e estocadas das armas
para atingir a vitória.

O-Sensei Morihei Ueshiba, fundador do Aikido.

5 de out de 2012

Budo - Christian Tissier (7º Dan Aikikai)


Budo é um sistema, físico, mental, humano, de educação marcial, que deve desenvolver,
no mais alto grau, as qualidades inerentes ao ser humano desenvolvendo também e ao mesmo tempo as constantes do estudo do «caminho» que deve ser lembrado: a busca do gesto puro, resultando em pureza da mente, o respeito, a atitude certa no momento certo, a espontaneidade etc. Reduzir o budo simplesmente a uma arte de defesa, é esquecer sua dimensão de abertura para o mundo e se enganar de época e de armas. Quando todas as qualidades do budoka são adquiridas, inclusive a arte da defesa, ele pode seguir em frente, trilhar seu caminho no mundo, para comunicar, viver e amar, sem temor por ele e pelos outros. Aquele que pratica somente uma arte de defesa não faz nada além do que se forjar uma carapaça que ele deseja que fique cada vez mais sólida na qual ele corre o risco de se isolar e da qual talvez não seja mais capaz de sair.

Christian Tissier 7º Dan


Postagem do Facebook de Marcelo Nascimento

4 de out de 2012

Onde situar a mente (parte 3 - final) - Takuan Soho


“ Não importa onde a situes: se a situares nu só lugar, o restante do corpo perderá a capacidade de ação.”

“Então, onde situar a mente?”

Eu respondi: “ Se não a situares em lugar nenhum, ela irá a todas as partes do seu corpo e o preencherá inteiramente. Dessa maneira,penetrando na sua mão, ela realizará a função da mão. Penetrando no pé , ela realizará função do pé. Penetrando no olho ela realizará a função do olho.

“Se tu te decidires por um lugar e lá situares a mente, ela será capturada por esse lugar e perderá sua função. Se a pessoa pensar, ela será capturada por seus pensamentos.

“Portanto, deixa de lado os pensamentos e a discriminação, lança a mente para fora do corpo inteiro e não a fixes nem aqui nem lá; então, quando ela visitar os vários lugares, ela realizará a função própria e agirá sem erro.”

Situar a mente num só lugar é cair na parcialidade. Parcialidade é a preferência por um determinado lugar. A retidão está no movimento que atinge qualquer lugar. A Mente Correta se manifesta quando a mente preenche o corpo inteiro. Ela não prefere um lugar a outro.

Quando a mente prefere um determinado lugar e tem aversão por outro, ela é chamada mente parcial. A parcialidade é abominável. Ser detido por qualquer coisa – o que quer que seja – é cair na parcialidade, e é algo abominado por todos aqueles que trilham o Caminho.

O esforço de não fixar a mente em um único lugar eis a disciplina. Não fixar a mente em um único lugar é o objeto e a essência. Não a situando em lugar nenhum, ela está em todo lugar.


Trechos do Livro: A Mente Liberta, de Takuan Soho, Editora Cultrix

2 de out de 2012

Onde situar a mente (parte 2) - Takuan Soho


Certa vez, uma pessoa disse: “Onde quer que eu situe minha mente, minhas intenções ficam presas ao lugar para onde ela vai, e eu perco o combate. Por isso, situo minha mente logo abaixo do umbigo e não deixo de vaguear. Dessa maneira, sou capaz de mudar de acordo com as ações do meu oponente.”

Isso é razoável. Mas segundo o ponto de vista mais elevado do Budismo, situar a mente logo abaixo do umbigo e não deixá-la vaguear não corresponde a um alto nível de compreensão, mas a um nível baixo. Corresponde ao nível da disciplina e do treinamento, ou ao nível da seriedade.

Supõe que tu situes a mente abaixo do umbigo e não deixes vaguear: tua mente será capturada pela mente que concebe esse plano. Tu não terás a capacidade de avançar e serás como um escravo, sem liberdade alguma.

Isso leva a próxima pergunta: “ Se o ato de situar a mente abaixo do umbigo me deixa preso e incapaz de agir, ela não tem utilidade nenhuma. Sendo assim, em que parte do corpo devo situar a mente?”

Respondi: “ Se tua a situares na mão direita, ela será capturada pela mão direita e o corpo perderá sua capacidade de ação. Se tua situares no olho, ela será capturada pelo olho e o corpo perderá sua capacidade de aça. Se tua a situares no pé direito, ela será capturada pelo pé direito e o corpo perderá sua capacidade de ação.”


(Trechos do Livro: A Mente Liberta, de Takuan Soho, Editora Cultrix)

Continua...

1 de out de 2012

Onde situar a mente (parte 1) - Takuan Soho



Nós dissemos:

Se a pessoa situa a mente na ação do corpo do oponente, sua mente será capturada pela ação do corpo do oponente.

Se ela situa a mete na espada do oponente, sua mente será capturada por essa espada.

Se ela situa a mente em pensamentos sobre a intenção do oponente de golpeá-la, sua mente será capturada pelos pensamentos sobre a intenção do oponente de golpeá-la.

Se ela situa a mente em sua própria intenção de não ser atingida, sua mente será capturada por sua intenção de não ser atingida.

Se ela situa a mente na postura do oponente, sua mente será capturada pela postura do oponente.

O que isso quer dizer é que não há lugar onde situar a mente.

(Trechos do Livro: A Mente Liberta, de Takuan Soho, Editora Cultrix)

Continua...

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