21 de dez de 2011

Zazen


"Quando fazemos zazen, temos uma preciosa oportunidade para ficar de frente para nós mesmos, para enxergar a natureza do falso pensamento que cria a ilusão de um eu separado." (Charlotte Joko Beck)

13 de dez de 2011

Seguindo a corrente (conto oriental)

Um velho homem bêbado acidentalmente caiu nas terríveis corredeiras de um rio que levavam para uma alta e perigosa cascata.
Ninguém jamais tinha sobrevivido àquele rio. Algumas pessoas que viram o acidente temeram pela sua vida, tentando desesperadamente chamar a atenção do homem que, bêbado, estava quase desmaiado.
Mas, miraculosamente, ele conseguiu sair salvo quando a própria correnteza o despejou na margem em uma curva que fazia o rio.
Ao testemunhar o evento, Kung-tzu (Confúcio) comentou para todas as pessoas que diziam não entender como o homem tinha conseguido sair de tão grande dificuldade sem luta:
"Ele se acomodou à água, não tentou lutar com ela. Sem pensar, sem racionalizar, ele permitiu que a água o envolvesse. Mergulhando na correnteza, conseguiu sair da correnteza. Assim foi como conseguiu sobreviver."

Zen

5 de dez de 2011

Meditar


"Meditar é alimento para o espírito e para o corpo. Através da meditação nosso corpo adquire harmonia, leveza e paz. O caminho a percorrer entre observar sua mente e "ver dentro de sua própria natureza" não será muito áspero. Uma vez capaz de acalmar sua mente, uma vez que seus sentimentos e pensamentos não mais o perturbem, terá chegado ao ponto em que sua mente se estabelecerá na mente. Ela terá controle direto de si mesma, não mais diferenciando o sujeito do objeto. Ao tomar uma xícara de chá, a aparente distinção entre o que toma o chá e o chá desaparece. O simples ato de tomar uma xícara de chá, então, pode se tomar uma experiência direta e maravilhosa, na qual a separação entre sujeito e objeto não mais existe."

Thich Nhat Hanh

1 de dez de 2011

"Verdadeiro Sutra" (Hanyatara Sonja)

Certa ocasião o rei de um estado do leste da Índia convidou Hanyatara Sonja para um banquete. A refeição seria uma doação. Geralmente o monge convidado retribuía entoando um Sutra ou explicando os ensinamentos de Buda. Entretanto, Hanyatara mantinha-se silencioso depois de haver comido. O rei esperou o mais que pode até que impaciente indagou: - Por que o Reverendo Monge não nos recita um Sutra?
O Venerável respondeu:
O ar que inspiro e o ar que expiro, os gestos de minhas mãos, meu caminhar, meu comportamento, a maneira como vivo minha vida, tudo que eu faço e todo o meu corpo são a recitação do verdadeiro Sutra, a manifestação da verdade cósmica infinita.
Hayatara Sonja notara que as pessoas comuns geralmente não são capazes de ouvir, de ler os cem bilhões de sutras que são constamentemente pregados pelo Sutra do "Assim como é"(Nyôzekyô).

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