26 de jun de 2012

Cântico do Zazen (Hakuin Zenji)



Cântico do Zazen
(Zazen Wasan)

Todos os seres, por natureza, são buddhas,
Assim como o gelo, por natureza, é água;
Fora da água, não há gelo,
Fora dos seres, não há buddhas.

É triste que as pessoas ignorem a verdade tão próxima
E a procurem tão longe;
Como alguém chorando de sede no meio d'água,
Como a criança de um lar rico vagando entre os mendigos.

Perdidos nos caminhos obscuros da ignorância,
Vagamos pelos seis mundos,
De um caminho escuro para outro;
Quando nos libertaremos do nascimento e da morte?

Por isso, a meditação do Mahayana merece o louvor mais elevado.
A generosidade, a ética e todas as outras perfeições,
Assim como a repetição, o arrependimento e o treinamento,
Tudo isso tem sua fonte no Zazen.

O mérito daqueles que praticam a meditação, mesmo que apenas uma vez,
Purifica os incontáveis erros praticados no passado sem início;
Então, onde estão todos os caminhos obscuros?
A própria terra pura não está distante.

Aqueles que ouvirem esta verdade, mesmo que apenas uma vez,
E a ouvirem com um coração de humildade,
Estimando-a, reverenciando-a,
Ganharão méritos sem fim.

Ainda mais, aqueles que se dedicam
E realizam a própria natureza —
A própria natureza que é a não-natureza —
Vão muito além dos meros conceitos.

Aqui, causa e efeito são o mesmo, o caminho não é dois nem três;
Com a forma da não-forma, indo e vindo, nunca estamos perdidos.
Com o pensamento do não-pensamento,
Cantos e danças são a voz do Dharma.

Ilimitado e livre é o céu do samadhi, brilhante é a lua cheia das quatro sabedorias;
Realmente, o que está perdido agora?
O Nirvana está bem aqui, diante de nossos olhos,
Este próprio lugar é a Terra do Lótus, este próprio corpo é o Buddha.


Retirado do site http://www.nossacasa.net/shunya/default.asp?menu=336
Hakuin Zenji

22 de jun de 2012

Quando o sapato se adapta

"Chui o projetista
sabia desenhar círculos mais perfeitos a mão livre
do que a compasso.

Seus dedos traziam formas espontâneas do nada.
Enquanto isso, a mente mantinha-se livre e
despreocupada com o que estava fazendo.

Nenhuma aplicação era necessária.
Sua mente era inteiramente simples
e não conhecia obstáculos.

Assim, quando o sapato se adapta,
esquece-se o pé,
quando o cinto se adapta,
o ventre é esquecido,
quando o coração está bom
o "pró" e o "contra" são esquecidos.

Nada de anseios, nada de compulsões,
nada de necessidades, nada de atrações.

Então seus assuntos
estão sob controle.
Você é um ser livre.

O calmo é certo.
Comece certo e você estará calmo.
Continue calmo e você estará certo.
A maneira correta de ir com calma
é esquecer da maneira correta
e esquecer-se de que a ida é fácil."

Chuang Tzu


Retirado do blog do meu amigo Marcos Fioravanti Taschetto: Olhar do Yoga (olhardoyoga@blogspot.com)

14 de jun de 2012

Tao Te King

"Em pé nas pontas dos pés , não temos firmeza.
Esticando-nos demais , perdemos o equilíbrio.
Exibindo-nos , escondemos nossa luz.
Competindo com os outros , perdemos nosso caminho"

5 de jun de 2012

Alinhando a mente



Tal como o arqueiro alinha a sua seta e aperfeiçoa a sua mira, o praticante de meditação alinha a sua mente enquanto foca a sua atenção num dado objecto. Aprender a abandonar o que estamos a fazer, ainda que momentaneamente, e genuinamente prestar atenção ao momento presente, sem apego ou preferência, ajuda-nos a tornar a realidade mais nítida, tal como um globo de neve se torna límpido quando o paramos de abandonar e os flocos de neve assentam.

Lama Surya Das



Postagem de Metafisica O.Brasil copiada do facebook

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