11 de ago de 2011

Estudos Marciais: Os Princípios do Tai chi


O Taoísmo tem como pressuposto básico a idéia de que a força reside na suavidade e no ato de ceder. No contexto marcial, isso significa que o ato de mudar a direção da força de um ataque (desviar-se) sempre vai derrotar um inimigo que confia somente na força.
Mestre Hung: "Nas situações de luta, há momentos que nossos punhos e pés entram em contato com os do oponente. Entretanto, para resolver essas situações, não se pode usar formas duras, que seriam prejudiciais para ambas as partes. Nessas circunstâncias, o que fazer para nos defender? Um embate direto, caso se usasse bastante força, destruiria a ambos. Por isso é melhor fazer movimentos circulares. Assim, é mais fácil atingir os pontos de energia vital do adversário. Com movimentos circulares, é mais fácil ferir o oponente e, ao mesmo tempo, desviar-se da força dele."
A adesão ou o princípio de "colar" é outro princípio taichi. Depois de desviar o agressor, o adepto do Taichi agarra-se a ele (prática das mãos grudadas). Agarrando o adversário, o ataque fica neutralizado em podem-se aplicar chaves, técnicas de imobilização ou de pressão aos pontos vitais.
Quando o princípio da expulsão é aplicado, o praticante lança o agressor para longe. É nesse ponto que o chi é liberado com força. Tais ações são frequentemente ligadas ao conceito de devolver ou retribuir: o equilíbrio cósmico é restabelecido quando se devolve ao adversário a energia que ele mesmo despendeu no ataque. Essa noção vem da idéia de que, se a força for combatida com a força, a energia será desperdiçada. Quans o ataque é feito com força, a reação mais harmônica consiste em absorver a força que chega e usá-la e prol da defesa. Assim, nenhuma energia se perde no incidente.
Num nível mais elementar, a extrema lentidão do taichi é um exagero deliberado de certos princípios básicos das artes marciais internas: A lentidão, o relaxamento e a regularidade dos movimentos. Quando os movimentos são muito lentos, tem-se bastante tempo para pensar, e adecorrência natural disso são ações corretas executadas com um ar de tranquiidade. Para executar lentamente seus exercícios, o praticante tem que estar relaxado. Assim, em virtude da prática constante , a tranquilidade e o relaxamento instilam-se na mente do aluno. Mais tarde, numa situação de combate, o aluno que adquiriu a técnica de relaxamento durante a prática será capaz de executar as formas rapidamente ao memso tempo que ser ser interior permanece totalmente tranquilo.




Livro: O Caminho do Guerreiro - o paradoxo das artes marciais
Autores: Howard Reid e Michael Croucher
Editora Cultrix

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